Envolvimento: a palavra-chave de um Programa Empresarial de Voluntariado


Fonte: Revista Filantropia -26/9/2011

Envolver os diversos setores da empresa é essencial para garantir a implantação e a continuidade de um programa de voluntariado nas empresas

Um dos principais pontos de atenção para a criação da cultura do voluntariado e sua manutenção em uma empresa é o envolvimento das diversas áreas e departamentos, desde a concepção de um programa até o engajamento de novas pessoas durante o seu funcionamento.
Pode-se dizer que a concepção do programa é a fase em que um grupo ou uma área começa a se movimentar para fomentar o voluntariado. Isso pode vir de uma chefia, de voluntários já atuantes ou de um direcionador de um planejamento estratégico. É neste momento que algumas empresas convidam consultores, realizam benchmark ou começam a incentivar o voluntariado sem um planejamento específico.
É nesta fase que o envolvimento para “pensar” o programa, levantar as idéias, o histórico do tema na empresa e criar as pontes para o futuro é primordial, assim a participação de setores de treinamento, recursos humanos, responsabilidade social e comunicação são imprescindíveis. É importante ressaltar que, estar atento ao envolvimento de pessoas também é necessário no decorrer do programa, pois tanto a empresa quanto o programa estão em constante mudança, seja de pessoas, contextos e práticas.
Envolver pessoas para propor mudanças requer também um planejamento. Saber como trazê-las, como construir um diálogo aberto e formas de proposição de ações reais são os pontos chaves para o envolvimento. Todo este cuidado é necessário para que este momento não termine no vazio e o voluntariado não caia no descrédito junto aos envolvidos.
Toda articulação para o envolvimento e integração de pessoas pode acontecer por meio de conversas, workshops, oficinas e reuniões e precisam ter no seu planejamento três aspectos:

1) Entendimento: mostrar com clareza quais são as idéias que estão movendo o tema voluntariado na empresa. A importância, o que já é feito e quais as mudanças propostas para a formalização de um programa de voluntariado e/ou das atividades previstas. É o momento de mostrar os fatos, de conscientizar os envolvidos.

2) Crenças: É a etapa de sensibilização, de incentivo ao voluntariado, mostrando os impactos que a atuação em conjunto pode causar dentro e fora da empresa. Os casos reais, relatos pessoais, dinâmicas e vivências são formas eficientes de sensibilizar, criando uma sinergia no grupo.

3) Comprometimento: Levar para a ação, mobilizar e dividir responsabilidades com os envolvidos. É necessário partir para a prática após a convocação, mostrar as possibilidades e engajar os envolvidos em iniciativas que façam sentido para eles. Criar um plano de ação com: o que fazer, quem, quando, onde e porque, é uma ótima ferramenta para a realização.

É importante que o responsável pela articulação do envolvimento e integração tenha claro que os três aspectos: entendimento, crenças e comprometimento devem fazer parte dos momentos de inclusão de pessoas no programa. Percebemos que nos dias atuais não fazemos nada sozinhos. Pessoas agindo coletivamente dão sentido às transformações, mas envolver requer cuidados para que não se desperdice tempo e dedicação dos envolvidos. O voluntário tem sonhos e é criativo, respeitar sua individualidade é um grande passo para o envolvimento.

ATITUDE SOLIDÁRIA na TV Educativa de Jundiaí (TVE)


   

Olá pessoal!

O ATITUDE SOLIDÁRIA – Centro de Voluntariado de Jundiaí e região foi assunto na TV Educativa de Jundiaí na última segunda-feira (26/09/11).

O projeto foi tema principal da reportagem do Telejornal da TVE 2ª Edição e tratou da importância do voluntariado para as organizações sociais e do Centro de Voluntariado que está chegando para ficar e transformar as ações solidárias em Jundiaí e região.

A reportagem também comentou sobre ações voluntárias do Grendacc e com imagens do Lar Anália Franco que possuem uma área voluntária sólida e atuante.

Desta forma, compartilho com vocês o vídeo com a reportagem mencionada:

Caso tenham alguma dificuldade na visualização favor acessar http://www.youtube.com/watch?v=CUUydzT86As

Façam seus comentários, participem ativamente desta nova onda que está chegando para ficar e transformar a nossa região!

ATITUDE SOLIDÁRIA no jornal Bom Dia em Jundiaí


Olá pessoal!

O Atitude Solidária – Centro de Voluntáriado de Jundiaí e região, mesmo antes de iniciar as suas atividades, foi assunto do Jornal Bom Dia em Jundiaí neste domingo.

A reportagem procurou enfatizar a importância das ações que o Centro de Voluntariado vai empreender num futuro muito breve, além das transformações que ele visa promover através de atitudes que levem a consciência solidária em todas as comunidades da região de governo de Jundiaí, cujo entorno conta com mais 8 municípios de grande importância no desenvolvimento de nossa região.

Vale salientar a importante visão da Rede Bom Dia nos assuntos ligados às necessidades da comunidade e o voluntariado, sendo uma ação que representa benefícios onde é empreendido, acaba fazendo parte deste perfil.

Para ler o conteúdo completo da reportagem, favor acessar REDE BOM DIA.

Faça parte desta onda solidária que vem para transformar Jundiaí e região.

Voluntarismo ou Voluntariado?


Olá!

A nossa proposta hoje é discutir um tema apaixonante e intimamente ligado ao progresso e crescimento das comunidades.

Existem diversas formas de exercer o direito à cidadania, porém, um dos mais efetivos, trata-se do “VOLUNTARIADO”, o qual é movido por um combustível inesgotável chamado “SOLIDARIEDADE”. O grande diferencial do voluntariado é que não depende de fórmulas mágicas ou burocracias que as pessoas adoram criar, mas sim pelo simples desejo de ajudar…alguém, uma causa, um projeto…a si mesmo.

Para conhecermos um pouco mais sobre o que é Voluntariado, vejam a seguir uma matéria exibida no site do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Brasil, que trata de diferenças nas relações dentro da prática voluntária e solidária.

ONG alia voluntariado ao desenvolvimento
Ciclo de Palestras do PNUD apresenta trabalho da Parceiros Voluntários, instituição que se destaca na promoção do tema

do PNUD

Voluntarismo é diferente de voluntariado organizado. Enquanto o primeiro é motivado pela busca da satisfação pessoal de quem o pratica, o segundo se dedica às necessidades do outro e tem como foco o bem coletivo. Nesta síntese, Maria Elena Pereira Johannpeter, presidente da ONG Parceiros Voluntários, tenta explicar algumas nuances que distinguem o trabalho profissional e consistente da instituição, cujas ações têm contribuído para o desenvolvimento de comunidades menos favorecidas no sul do país.

Convidada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para apresentar a mais recente edição do Ciclo de Palestras sobre Políticas Públicas, em Brasília, Maria Elena dividiu suas experiências à frente da ONG, que completou 15 anos de atuação. A temática em debate vem ao encontro das iniciativas da ONU para promoção do voluntariado, no ano em que a instituição comemora o Décimo Aniversário do Ano Internacional dos Voluntários, e também do Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto.

 

Em uma década e meia de trabalho, a Parceiros Voluntários cresceu em números e em reconhecimento público. Atualmente, a instituição mobiliza mais de 372 mil voluntários, 2.482 empresas e 1.975 escolas em 82 cidades do Rio Grande do Sul (RS). Através de sua atuação, que envolve ações de mobilização, articulação, formação de indivíduos e instituições e estímulo a redes e parcerias para o atendimento a demandas sociais pelo trabalho voluntário, a ONG já beneficiou mais de 1,4 milhão de pessoas. “Atuamos em causas já instituídas: crianças, alfabetização, HIV”, exemplifica Maria Elene. “Os resultados obtidos são o combustível que nos alimenta para continuar voluntariando”, completa.

 

Um dos projetos do qual a ONG mais se orgulha chama-se Tribos nas Trilhas da Cidadania (veja o vídeo no final da matéria). Trata-se do maior movimento de voluntariado jovem do Brasil. Em 2010, 108 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio do Rio Grande do Sul em escolas públicas e privadas foram envolvidos na iniciativa. O trabalho da ONG junto às empresas também merece destaque. A instituição fomenta a criação dos Comitês Internos de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e promove cursos de capacitação gerencial e de desenvolvimento de lideranças para organizações do Terceiro Setor.

 

Valores

 

As diferenças entre voluntarismo e voluntariado também ajudam a explicar os alicerces em que se fundamenta a Parceiros Voluntários. Enquanto o voluntarismo é feito de ações eventuais e isoladas, muitas vezes destinadas a ajudar um indivíduo, o trabalho voluntariado feito de maneira organizada possui estratégia de longo prazo, dedica-se a causas, tem como base a mobilização social e possui acompanhamento constante e avaliação de resultados.

 

Tais características fazem com que esse tipo de ação provoque mudanças positivas que se estendem do indivíduo ao coletivo, multiplicando valores como o respeito e a cidadania, proliferando as boas práticas, criando e desenvolvendo vínculos duradouros e proporcionando melhoria efetiva na qualidade de vida dos beneficiários.

 

“O voluntariado é acima de tudo um processo educador. É um caminho que passa pela educação para a solidariedade, a cidadania e a mudança comportamental. É, ainda, um processo que requer tempo”, explica Maria Elena, cujo trabalho se traduz na soma de idealismo, paixão e profissionalismo.

 

A Parceiros Voluntários é uma das instituições que integra a Rede Brasil Voluntário, parceira da ONU na campanha que comemora o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários.