Cuide do seu mundo…

“Segundo definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos…”
É um agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos. Realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional.”
Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e podem levá-lo inclusive a uma “profissionalização voluntária”; existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de individuos que colaboram com a sociedade.
Ao analisar os motivos que mobilizam em direção ao trabalho voluntário, percebemos que existem dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal, a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática, e o social, a tomada de consciência dos problemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa.
No livro, “Em Busca de Sentido”, do Dr.Viktor Emil Frankl (1905/ 1997) , médico e psiquiatra austríaco, sobrevivente dos campos de concentração, fundou a escola da Logoterapia, que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência. Demonstra a força do ser humano e a sua capacidade de doação, mesmo diante de situações extremas, encontrando respostas existenciais quando no exercício da fraternidade.

..”Nós que vivemos nos campos de concentração podemos lembrar de homens que andavam pelos alojamentos confortando a outros, dando o seu último pedaço de pão. Eles devem ter sido poucos em número, mas ofereceram prova suficiente que tudo pode ser tirado do homem, menos uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher sua atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.”

Nesse dia especial,vamos refletir quais são nossos valores, observando se estamos tão somente oferecendo aquilo que temos ou se estamos em busca de algo mais sublime para a nossa existência, desenvolvendo virtudes e a capacidade de amar uns aos outros.
Segue uma definição de Virtude, encontrada no Livro dos Espíritos de Allan Kardec: 
Questão 893: Qual a mais meritória de todas as virtudes?

– Todas as virtudes têm o seu mérito, porque todas são indícios de progresso no caminho do bem. Há virtude sempre que há resistência voluntária ao arrastamento das más tendências; mas a sublimidade da virtude consiste no “sacrifício do interesse pessoal para o bem do próximo, sem segunda intenção. A mais meritória é aquela que se baseia na caridade mais desinteressada.”

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Conferência Internacional do Voluntariado

Fonte: http://www.conferencia.redebrasilvoluntario.org.br/

A Conferência Internacional do Voluntariado, que ocorrerá de 15 a 17 de dezembro de 2011, em São Paulo, é um evento realizado pela Rede Brasil Voluntário – RBV e o programa de Voluntários das Nações Unidas – VNU Brasil em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD Brasil e tem o patrocínio do Banco Bradesco, Instituto C&A, Instituto Itaú Social, Instituto Unibanco e Kraft Foods.
O evento tem um caráter especial, pois marca a celebração do décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários – AIV+10 instituído pela ONU e consolida o conjunto de ações previstas no projeto “Década do Voluntariado”, como a Campanha “O Planeta é Voluntário” e a Pesquisa do Voluntariado no Brasil.

Estrutura

O programa e a dinâmica das atividades propostas para este evento buscam valorizar a principais iniciativas e diversidade de temas relacionados ao voluntariado. Ainda destaca-se, como parte da programação, a realização do Encontro das Redes de Voluntariado, onde irão ser dialogadas boas práticas, ferramentas eficientes de comunicação para manutenção das redes e proposto uma agenda comum de integração regional e rede de intercambio.
Com o objetivo de proporcionar diferentes formas de aprendizado, intercâmbio e compartilhamento de experiências, realizaremos plenárias e painéis. Estão igualmente previstas atividades culturais, com o objetivo de valorizar e mostrar a riqueza e a nossa diversidade artística.

Plenárias: objetivam a reflexão sobre visões e análises dos principais desafios e tendências do voluntariado internacional e nacional.

Painéis temáticos: por meio de apresentação de experiências de implementação, serão analisadas as dificuldades, as soluções e as escolhas que alcançam estratégias de promoção e exercício do voluntariado.

Encontro das Redes de Voluntariado: momento em que serão apresentadas e discutidas boas práticas, ferramentas eficientes de comunicação para manutenção das redes e proposto uma agenda comum de integração regional e rede de intercambio.

Tema: A Década do Voluntariado

A Conferência Internacional do Voluntariado se propõe a contribuir decisivamente para o avanço das reflexões sobre a importância e impactos do voluntariado no Brasil.
A Assembléia Geral da ONU proclamou 2001 como o Ano Internacional dos Voluntários em reconhecimento à valiosa contribuição e potencial adicional do voluntariado para o desenvolvimento econômico e social. O voluntariado também é reconhecido pelas Nações Unidas pelo importante papel que desempenha para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Neste contexto, o AIV + 10 é uma oportunidade para celebrar e também avaliar os progressos realizados pelo trabalho voluntário desenvolvido e incentivado pela ONU, segundo seus quatro pilares:

Reconhecimento – Reconhecer o valor do voluntariado para a sociedade em todo o mundo e a conexão entre o voluntariado e os ODM;

Facilitação – Garantir que o número máximo de pessoas da mais variada gama de recursos tenha acesso a oportunidades de voluntariado;

Networking – Promover o intercâmbio de experiências e reforço das parcerias entre diferentes entidades para a promoção e implementação de projetos de voluntariado;

Promoção – promover a articulação e a cooperação entre voluntários, organizações privadas, governos e a sociedade civil.

Obtenha mais informações sobre o Ano Internacional dos Voluntários e sobre o AIV+10 instituído pela ONU em: http://www.worldvolunteerweb.org

Voluntarismo ou Voluntariado?

Olá!

A nossa proposta hoje é discutir um tema apaixonante e intimamente ligado ao progresso e crescimento das comunidades.

Existem diversas formas de exercer o direito à cidadania, porém, um dos mais efetivos, trata-se do “VOLUNTARIADO”, o qual é movido por um combustível inesgotável chamado “SOLIDARIEDADE”. O grande diferencial do voluntariado é que não depende de fórmulas mágicas ou burocracias que as pessoas adoram criar, mas sim pelo simples desejo de ajudar…alguém, uma causa, um projeto…a si mesmo.

Para conhecermos um pouco mais sobre o que é Voluntariado, vejam a seguir uma matéria exibida no site do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Brasil, que trata de diferenças nas relações dentro da prática voluntária e solidária.

ONG alia voluntariado ao desenvolvimento
Ciclo de Palestras do PNUD apresenta trabalho da Parceiros Voluntários, instituição que se destaca na promoção do tema

do PNUD

Voluntarismo é diferente de voluntariado organizado. Enquanto o primeiro é motivado pela busca da satisfação pessoal de quem o pratica, o segundo se dedica às necessidades do outro e tem como foco o bem coletivo. Nesta síntese, Maria Elena Pereira Johannpeter, presidente da ONG Parceiros Voluntários, tenta explicar algumas nuances que distinguem o trabalho profissional e consistente da instituição, cujas ações têm contribuído para o desenvolvimento de comunidades menos favorecidas no sul do país.

Convidada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para apresentar a mais recente edição do Ciclo de Palestras sobre Políticas Públicas, em Brasília, Maria Elena dividiu suas experiências à frente da ONG, que completou 15 anos de atuação. A temática em debate vem ao encontro das iniciativas da ONU para promoção do voluntariado, no ano em que a instituição comemora o Décimo Aniversário do Ano Internacional dos Voluntários, e também do Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto.

 

Em uma década e meia de trabalho, a Parceiros Voluntários cresceu em números e em reconhecimento público. Atualmente, a instituição mobiliza mais de 372 mil voluntários, 2.482 empresas e 1.975 escolas em 82 cidades do Rio Grande do Sul (RS). Através de sua atuação, que envolve ações de mobilização, articulação, formação de indivíduos e instituições e estímulo a redes e parcerias para o atendimento a demandas sociais pelo trabalho voluntário, a ONG já beneficiou mais de 1,4 milhão de pessoas. “Atuamos em causas já instituídas: crianças, alfabetização, HIV”, exemplifica Maria Elene. “Os resultados obtidos são o combustível que nos alimenta para continuar voluntariando”, completa.

 

Um dos projetos do qual a ONG mais se orgulha chama-se Tribos nas Trilhas da Cidadania (veja o vídeo no final da matéria). Trata-se do maior movimento de voluntariado jovem do Brasil. Em 2010, 108 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio do Rio Grande do Sul em escolas públicas e privadas foram envolvidos na iniciativa. O trabalho da ONG junto às empresas também merece destaque. A instituição fomenta a criação dos Comitês Internos de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e promove cursos de capacitação gerencial e de desenvolvimento de lideranças para organizações do Terceiro Setor.

 

Valores

 

As diferenças entre voluntarismo e voluntariado também ajudam a explicar os alicerces em que se fundamenta a Parceiros Voluntários. Enquanto o voluntarismo é feito de ações eventuais e isoladas, muitas vezes destinadas a ajudar um indivíduo, o trabalho voluntariado feito de maneira organizada possui estratégia de longo prazo, dedica-se a causas, tem como base a mobilização social e possui acompanhamento constante e avaliação de resultados.

 

Tais características fazem com que esse tipo de ação provoque mudanças positivas que se estendem do indivíduo ao coletivo, multiplicando valores como o respeito e a cidadania, proliferando as boas práticas, criando e desenvolvendo vínculos duradouros e proporcionando melhoria efetiva na qualidade de vida dos beneficiários.

 

“O voluntariado é acima de tudo um processo educador. É um caminho que passa pela educação para a solidariedade, a cidadania e a mudança comportamental. É, ainda, um processo que requer tempo”, explica Maria Elena, cujo trabalho se traduz na soma de idealismo, paixão e profissionalismo.

 

A Parceiros Voluntários é uma das instituições que integra a Rede Brasil Voluntário, parceira da ONU na campanha que comemora o décimo aniversário do Ano Internacional dos Voluntários.