Portal Voluntariado Suzano é premiado em Mogi das Cruzes

Fonte: http://portaldovoluntario.v2v.net/blogs/80190/posts/12515

Postado por Natalia

Em 23 de setembro, a Suzano Papel e Celulose participou da 7ª Edição do Prêmio Mogi News/Chevrolet de Responsabilidade Social do Alto Tietê. As ações premiadas contemplam áreas como cultura, empregabilidade, educação, meio ambiente, segurança no trabalho, saúde, voluntariado, cidadania e geração de renda.

As ações desenvolvidas por empresas, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e órgãos públicos foram escolhidas por um júri independente, que definiu os melhores trabalhos com base em critérios técnicos. Ao todo foram 36 projetos inscritos e 23 vencedores.

A Suzano Papel e Celulose inscreveu três projetos: Escola Formare, Portal do Voluntariado Suzano e Visita de Colaboradores ao Parque das Neblinas, e foi premiada com dois projetos: Escola Formare e Portal do Voluntariado Suzano, além de receber um certificado de Honra ao Mérito para o projeto Visita de Colaboradores ao Parque das Neblinas.

O evento aconteceu no auditório do Sesi de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, contou com a presença de autoridades, representantes das empresas e instituições participantes, além de convidados. A homenagem serviu para dar o devido reconhecimento às ações sociais e ambientais desenvolvidas na região do Alto Tietê.

A empresa já participou 6 anos consecutivos desta premiação. Ao todo já inscreveram 18 projetos, sendo contemplado 12 projetos como vencedores e 06 recebendo Honra ao Mérito. O Formare já ganhou em quatro edições: 2ª, 3ª, 5ª e 7ª edição.

O Portal Voluntariado Suzano foi desenvolvido pelo V2V.net em parceria com a Suzano e integra o Programa de Voluntariado Suzano, com o objetivo de reconhecer os voluntários dos projetos patrocinados pela empresa.

Clique aqui para ver a divulgação oficial.

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Envolvimento: a palavra-chave de um Programa Empresarial de Voluntariado

Fonte: Revista Filantropia -26/9/2011

Envolver os diversos setores da empresa é essencial para garantir a implantação e a continuidade de um programa de voluntariado nas empresas

Um dos principais pontos de atenção para a criação da cultura do voluntariado e sua manutenção em uma empresa é o envolvimento das diversas áreas e departamentos, desde a concepção de um programa até o engajamento de novas pessoas durante o seu funcionamento.
Pode-se dizer que a concepção do programa é a fase em que um grupo ou uma área começa a se movimentar para fomentar o voluntariado. Isso pode vir de uma chefia, de voluntários já atuantes ou de um direcionador de um planejamento estratégico. É neste momento que algumas empresas convidam consultores, realizam benchmark ou começam a incentivar o voluntariado sem um planejamento específico.
É nesta fase que o envolvimento para “pensar” o programa, levantar as idéias, o histórico do tema na empresa e criar as pontes para o futuro é primordial, assim a participação de setores de treinamento, recursos humanos, responsabilidade social e comunicação são imprescindíveis. É importante ressaltar que, estar atento ao envolvimento de pessoas também é necessário no decorrer do programa, pois tanto a empresa quanto o programa estão em constante mudança, seja de pessoas, contextos e práticas.
Envolver pessoas para propor mudanças requer também um planejamento. Saber como trazê-las, como construir um diálogo aberto e formas de proposição de ações reais são os pontos chaves para o envolvimento. Todo este cuidado é necessário para que este momento não termine no vazio e o voluntariado não caia no descrédito junto aos envolvidos.
Toda articulação para o envolvimento e integração de pessoas pode acontecer por meio de conversas, workshops, oficinas e reuniões e precisam ter no seu planejamento três aspectos:

1) Entendimento: mostrar com clareza quais são as idéias que estão movendo o tema voluntariado na empresa. A importância, o que já é feito e quais as mudanças propostas para a formalização de um programa de voluntariado e/ou das atividades previstas. É o momento de mostrar os fatos, de conscientizar os envolvidos.

2) Crenças: É a etapa de sensibilização, de incentivo ao voluntariado, mostrando os impactos que a atuação em conjunto pode causar dentro e fora da empresa. Os casos reais, relatos pessoais, dinâmicas e vivências são formas eficientes de sensibilizar, criando uma sinergia no grupo.

3) Comprometimento: Levar para a ação, mobilizar e dividir responsabilidades com os envolvidos. É necessário partir para a prática após a convocação, mostrar as possibilidades e engajar os envolvidos em iniciativas que façam sentido para eles. Criar um plano de ação com: o que fazer, quem, quando, onde e porque, é uma ótima ferramenta para a realização.

É importante que o responsável pela articulação do envolvimento e integração tenha claro que os três aspectos: entendimento, crenças e comprometimento devem fazer parte dos momentos de inclusão de pessoas no programa. Percebemos que nos dias atuais não fazemos nada sozinhos. Pessoas agindo coletivamente dão sentido às transformações, mas envolver requer cuidados para que não se desperdice tempo e dedicação dos envolvidos. O voluntário tem sonhos e é criativo, respeitar sua individualidade é um grande passo para o envolvimento.

Brasil adota manual da OIT para medir valor do trabalho voluntário

Fonte: http://www.idis.org.br

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil faz parte de um grupo de seis países que se comprometeram a mensurar regularmente a extensão do trabalho voluntário e a contribuição econômica que esta prática traz para a produção da riqueza nacional.

Os outros cinco países que realizarão medições periódicas sobre o voluntariado são o Canadá, a Polônia, a África do Sul, a Coreia e a França, de acordo com o diretor do Departamento de Estatísticas da OIT, Rafael Diez de Medina. A ação é um dos desdobramentos implementados por decisão do Ano Internacional do Voluntariado das Nações Unidas, comemorado em 2005, e foi divulgada pela organização por ocasião do lançamento do Manual on the Measurement of Volunteer Work (Manual de Medição do Trabalho Voluntário), em março deste ano.

O objetivo da publicação é estimular os países a criar sistemas estatísticos capazes de oferecer informação específica, e atualizada regularmente, sobre a participação da sociedade na solução de problemas sociais. Segundo a OIT, os órgãos estatísticos atuais “frequentemente ignoram ou raramente capturam a crescente importância“ do voluntariado na vida das nações.

Os dados oficiais mais recentes a respeito do voluntariado no Brasil disponíveis se baseiam em pesquisa realizada pelas Nações Unidas, em 2003 – Handbook on Nonprofit Institutions in the System of National Accounts in Brazil (guia das instituições sem fins lucrativos nas estatísticas do Brasil), que usou dados do Censo IBGE 2002. De acordo com o estudo, à época havia 42 milhões de voluntários no País – cerca de 23% da população. Se este percentual fosse mantido, hoje seriam aproximadamente 44 milhões. A expectativa é que o número real seja maior, uma vez que a última década foi caracterizada por um aumento expressivo do número de empresas, fundações e institutos que criaram seus próprios programas de voluntariado para estimular a participação de seus funcionários e, muitas vezes abertos a sociedade em geral.

Voluntariado no Brasil – Nos últimos dez anos, o ambiente corporativo abriu-se definitivamente ao envolvimento das empresas com questões sociais importantes de comunidades menos assistidas com que elas se relacionam, como causas ambientais e apoios a populações em risco social, e outras da sociedade em geral. O retorno de imagem institucional fortaleceu esse caminho. Segundo estudo realizado pelo Conselho Brasileiro de Voluntário Empresarial (Pesquisa Benefícios para as Empresas), 95,3% das pessoas acreditam que a participação social e o trabalho voluntário “consolidam valores éticos”; 93,8% creem que este envolvimento “melhora a relação da empresa com a comunidade”; 92.2% concordam que “favorece o trabalho em equipe”; e 90,6% que “melhora a imagem institucional da empresa”.

Outro estudo disponível, Perfil do Voluntário Brasileiro, realizada em 2004 pela empresa de consultoria Ipsos Marplan para o Portal do Voluntário, informa que 53% dos voluntários são mulheres e 47%, homens – ambos com alto grau de escolaridade: 20% completaram o ensino superior e destes, 23% tinham pós-graduação. Trabalho realizado pelas pesquisadoras Leilah Landim e Maria Celi Scalon (Doações e trabalho voluntário no Brasil) apurou que o maior percentual de voluntários (31%) é jovem, na faixa de 18 a 34 anos, e que este grupo dedica 6 horas/mês ao trabalho voluntário – totalizando 74 horas anualmente. Ainda de acordo com o estudo, a participação jovem no voluntariado aumentou de 7% para 34% entre 1995 e 2000.

A sistematização regular de informações relativas ao trabalho voluntário contribuirá para o setor avançar em seu autoconhecimento e, consequentemente, aperfeiçoar suas estratégias de atuação. A adoção do manual da OIT permitirá, assim, monitorar a evolução do voluntariado, e, consequentemente, da filantropia brasileira com base em informações mais atuais.

Para fazer o download do Manual on the Measurement of Volunteer Work no site da OIT, clique aqui.

Voluntariado e tecnologias em programas empresariais

O que as mídias sociais e as ferramentas tecnológicas podem ajudar em um programa empresarial de voluntariado

Hoje a informação circula de forma rápida e instantânea e bombardeia as pessoas por diversos canais: via celular, televisão, rádio, internet, cartazes, folders, jornais, por outras pessoas, etc. Dentre estas formas de comunicação, a internet ganha destaque especial, mudando a maneira de difundir as informações, pela oportunidade de interação e colaboração instantânea a partir do momento dos acontecimentos. Um exemplo do alcance da internet é o fato de, muitas vezes, as pessoas que estão fisicamente mais próximas de um acontecimento sabem do ocorrido depois de pessoas que estão em lugares longínquos.

E o que o grande volume de informações e as possibilidades trazidas pela internet têm haver com voluntariado dentro das empresas? Em um cenário onde a busca e a troca de informações é crescente e constante, posicionar e mostrar temas que envolvam as questões sociais torna-se essencial. Assim, dar visibilidade aos temas sociais trabalhados e discutidos pelos voluntários e a empresa nas diversas ferramentas da internet, garantem as possibilidades de colaboração para mobilizar, envolver, planejar e comunicar as ações voluntárias.

Se um programa de voluntariado, para ter bons resultados, precisa da participação das pessoas, a colaboração possibilitada pela web facilita o envolvimento dos voluntários apontando problemas, soluções e legitimando as ações por meio da personalidade dos integrantes do programa. E para isso acontecer hoje, os voluntários podem utilizar o twitter, facebook, orkut, e-mails, sms, blogs, youtube, ning ou site específico do programa.

Entretanto, é preciso ter cuidado com a utilização dessas ferramentas. O programa de voluntariado não é apenas a interação entre as pessoas, mas o resultado da interação entre elas e a somatória que culmina com ações que impactam no mundo real.  Por isto, é importante iniciar o programa de forma presencial, com o olho no olho, definindo a essência do trabalho que deverá ser realizado, para posteriormente ganhar eco, novas adesões e colaborações por meio da internet.

Além da colaboração, hoje a internet também possibilita uma ação voluntária direta, como tradução de textos, pesquisas, análise de documentos, criação de sites, mobilização nas mídias sociais, entre outros. No site www.voluntariosonline.org.br existem diversas oportunidades e exemplos.

Criticar ou supervalorizar a tecnologia pode fazer com que você não aproveite os benefícios que elas podem proporcionar para a causa que seu grupo está atuando. Ter a consciência de que a transformação social alcançada pelas ações voluntárias só tem efeito se beneficiarem pessoas e locais reais, é o primeiro passo para utilizar as mídias sociais de forma assertiva. O contato online pode ser um ótimo instrumento para gerar articulação, formulação, mobilização, comunicação e monitoramento das ações voluntárias praticadas e atentas com as demandas das instituições sociais, pessoas e comunidades.

Rede Internacional de Voluntariado Corporativo

 

Fonte: www1.ethos.org.br/
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É lançada a primeira rede internacional de voluntariado corporativo

A rede Voluntare reúne as principais informações de referência sobre o tema, com informes, documentos, boas práticas e as notícias mais relevantes.

Do esforço comum entre empresas e organizações do terceiro setor, foi criada a Voluntare, primeira rede internacional a reunir os principais atores relacionados ao voluntariado corporativo. A iniciativa foi lançada nesta terça-feira (5/7), em Madri, na Espanha.

A missão da nova rede é fomentar programas de voluntariado corporativo mediante o diálogo, o desenvolvimento de novas dinâmicas de atuação, o estabelecimento de um centro de conhecimento sobre o tema e a criação de formatos originais entre os grupos de interesse, por meio de uma rede internacional transparente e ética, com o objetivo de desenvolver a inovação social.

A Voluntare foi fundada por quatro empresas – Telefônica, Endesa, Unilever e KPMG – e cinco entidades do terceiro setor – Fundación Bip Bip, Fundación Codespa, Fundar, Forum Empresa e Fundación Corresponsables. Conta também com a colaboração das entidades Forética e ComunicaRSE e das empresas IBM, Tempe e Iberdrola. A sinergia entre essas organizações favorece o entendimento das necessidades e interesses de todos os envolvidos.

A rede oferece a todas as organizações e pessoas interessadas uma ampla fonte de conhecimento sobre voluntariado corporativo. Sua página na internet reúne uma série de informações de referência, que inclui informes, documentos, boas práticas e as notícias mais relevantes a respeito do assunto em todo o mundo. Além disso, põe à disposição dos usuários as ferramentas necessárias para gerar novo conteúdo e favorecer a inovação em torno do tema. Entre essas ferramentas, há uma que permite criar grupos de trabalho para discutir os vários aspectos do voluntariado corporativo.

Por sua vocação participativa, a Voluntare se já se integrou às redes sociais, por meio das quais pretende criar uma comunidade de intercâmbio de experiências e fomento ao voluntariado corporativo. É possível seguir a rede e participar de suas iniciativas não só pelo link www.voluntare.org, mas também pelo Facebook, pelo Twitter e pelo LinkedIn.