Convite para uma noite muito especial…um exemplo de vida

Olá a todos!

É com grande prazer que compartilho a informação a seguir, onde pessoas abnegadas, de um coração enorme, partilham momentos de suas vidas em benefício de camadas menos favorecidas. Trata-se do JANTAR DE NATAL PARA MORADORES DE RUA DE SÃO PAULO, onde pessoas que vivem nas ruas estarão recebendo um presente especial.

Os grandes responsáveis por esta bela atitude, são pessoas comprometidas em diminuir a dor e a necessidade de pessoas e comunidades e que, através do GAV – GRUPO AMIGOS VOLUNTÁRIOS, realizam um trabalho incansável para diminuir diferenças e amenizar dores e necessidades.

Estendo a todos um convite para que estejam presentes e possam presenciar e também ajudar, caso assim deseje numa noite muito especial. Veja a seguir a chamada e algumas informações do evento:

Chamada_jantarsolidário

É com extremo prazer e felicidade que eu lhe convido para assistir a distribuição especial de Natal que o GAV fará para os moradores de rua.

 Todos os domingos, nós já distribuímos comida, pães, sucos, água, café e muito amor.

No dia 15/12/2012, a comida será muito especial e levaremos alguns itens que comemos nas nossas próprias ceias de natal.

 Cada morador de rua receberá 1 sacola contendo:

 1 marmita com uma saborosa feijoada

1 pedaço de panetone

1 copo de refrigerante

1 banana

1 laranja

1 caixinha de presente enfeitada e cheia de doces

1 Kit de higiene pessoal (escova de dente, creme dental, prestobarba, sabonete, absorvente, desodorante e camisinha)

Café

Água

Nesta noite, nós levaremos uma média de 400 marmitex.

 OBSERVAÇÃO:

Você poderá ir vestido de mamãe/papai Noel ou palhaço para nos ajudar a distribuir sorrisos.

 Durante a distribuição, aproveite a oportunidade para conversar e interagir com os moradores de rua.

Eles costumam chegar muito tristes no jantar de natal, pois se lembram de seus filhos, mães, pais e amigos que deixaram p/ trás.

O nosso objetivo é desviar os seus pensamentos tristes, pelo menos, nesta noite tão especial.

 Quem não quiser se manifestar, poderá ficar apenas assistindo nas laterais da rua.

 Assistam a seguir o Clip Oficial do GAV

Caso tenha dificuldades de visualização acesse http://youtu.be/SLZNlfe2-8s

Assista este vídeo lindo e compartilhe no seu perfil do facebook.

ROSELAINE

11  2092-40.75

11  9-9275-23.25  claro

11  9-6651-57.77   tim

11  9-7381-36.00   vivo

www.gav-grupodeamigosvoluntarios.blogspot.com

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 A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para

que a terra se realize na condição do esperado Reino de Deus.

Emmanuel

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Só morrer de pena não adianta nada. Faça a sua parte!

 Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada, só porque podia fazer pouco.” 

Edmund Burke

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O bem que praticares em algum lugar, será teu advogado em toda parte.
Chico Xavier

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Em qualquer lugar, teremos o que dermos.

Não esqueças: tudo o que fizeres aos outros, fazes a ti mesmo.

Chico Xavier

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Queira o bem. Plante o bem. E o resto vem!!!!

 Voluntariado é um ato de não preguiça, de cidadania, de sabedoria, de transbordamento e vibração com a

vida!

Mario Sergio Cortella

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“Sou uma só, mas ainda assim sou uma. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.

Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.

O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor.”

Madre Teresa de Calcutá

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Seja você, a mudança que deseja ver no mundo!

 Tudo que chega, chega sempre por alguma razão!

 Algum dia vai dar certo, se não for do jeito que a gente sonha, vai ser de um jeito muito melhor.

 Sonho que se sonha só,

é só um sonho que se sonha só,

mas, sonho que se sonha junto, se torna realidade.

Raul Seixas

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Não desejo ser uma estrela, desejo tão somente, ser um ponto de luz que sirva de guia para um viajante perdido.
Não desejo aplausos, desejo tão somente, que minhas mãos se juntem e juntas trabalhem para a vitória de alguém.
Não desejo elogios, desejo tão somente, que meus atos sejam dignos e ofereçam benefícios, aqueles que necessitam,
Não desejo agradecimentos, desejo tão somente, eu saber agradecer pela oportunidade de poder servir.
Não desejo pagamento, desejo tão somente, poder saldar meus débitos passados e retornar para a espiritualidade com a minha missão cumprida.

 

Inicio da série o Poder das Mídias Sociais para resolver os grandes problemas mundiais: Case Charity Water

Fonte: http://blog.voluntariosonline.org.br

Você tem alguma dúvida de que as mídias sociais possibilitam a cada um de nós mudar o mundo?
A quantidade de histórias recentes sobre o uso das tecnologias e mídias sociais, em vários países, para resolver os grandes problemas mundiais é enorme e merece ser divulgada em português.

Em função disso, decidimos traduzir e resumir algumas delas a fim de  compartilhar com vocês.

Vamos  começar pelo resumo do case da Charity Water publicado no site do The Dragonfly Effect:

Scott Harrison, um ex-promoter de moda e nightclub,  estava no seu auge. Ele tinha dinheiro, poder e belas namoradas. Mas junto com esse seu estilo de vida veio algo a mais que lhe inquietava: ele estava espiritualmente falido. Desesperado, ele queria mudar. Estava constantemente pensando: Como seria o oposto da vida que vinha levando? E na busca por essa resposta, ele se registrou como voluntário em hospital flutuante que oferecia cuidados médicos nas mais pobres nações do mundo. Trocou seu confortável apartamento em Nova Iorque  por uma pequena cabine com beliches e companheiros de quarto, e os caros restaurantes por refeitórios com centenas de pessoas.

Harrison viajou para a África, servindo como foto-jornalista, e começou a ver um mundo completamente diferente do que conhecia.

Logo na chegada no porto, a equipe médica do navio mostrou fotos de deformidades e doenças que eles poderiam aliviar, sendo que milhares de pessoas estavam esperando por cuidados e respostas para seus graves problemas.

Harrison, através de suas lentes, começou a focar pobreza e dor, e a  documentar os dramas e a coragem dessas pessoas.

Depois de oito meses, Harrison voltou para Nova Iorque, mas não para a sua antiga vida.

Ciente de que muitos dos problemas e doenças que viu durante a sua viagem eram causados pelo acesso inadequado à água potável, ele fundou a Charity:Water, uma ONG que visa levar água pura e potável para as pessoas das nações em desenvolvimento.

“Tudo começou com uma festa de aniversário”, conta Harrison. Harrison lançou a  organização  no seu aniversário de 31 anos,pedindo a seus amigos que doassem  $31 dólares para seus esforços de levar água potável em vez de lhe dar presentes. As doações de amigos somaram $15,000 dólares e  ajudaram a implementar os primeiros trabalhos da  Charity: Water em Uganda.

E simples assim, a Charity: Water nasceu.

Nos três anos que se seguiram, o desejo de aniversário de Harrison levantou $13 milhões de dólares, 1.548 projetos de água; e mais de oitocentas mil pessoas já foram beneficiadas com água limpa e tratada.

Com inovadoras e vencedoras campanhas nas mídias sociais, como o  Twitter festival (chamado “O Twestival”) que levantou quase hum milhão de dólares em doações, ou a  oportunidade para que outros replicassem festas de aniversário com doações para Charity:Water, Charity:Water serve como um  exemplo dos poderosos caminhos em que as mídias sociais podem ser utilizadas para engajar as pessoas e inspirá-las para a ação.

O sucesso da Charity:Water pode ser explicado pelos princípios do Design:

1) Contar uma história poderosa

2) Estabelecer uma conexão emocional

3) Ser autêntico

4) Usar Plataformas Poderosas.

E  você,  ainda tem  dúvida de que cada um de nós pode fazer a sua parte por um mundo melhor?

Case traduzido e resumido voluntariamente por Fernanda Bornhausen Sá
@fernandabornsa

fernandabbsa@gmail.com

http://www.slideshare.net/fernandabbsa

www.voluntariosonline.org.br

Para a conhecer a Charity Water, clique aqui.

Veja Slideshare com imagens.

Case original no site The Dragonfly Effect.

Efeito Libélula: Pequenas Ações Criando Grandes Mudanças

Fonte: http://blog.voluntariosonline.org.br


Leia o artigo de Fernanda Bornhausen Sá, presidente voluntária do Instituto Voluntários em Ação, sobre a utilização das mídias sociais para mudanças sociais positivas:

No início desse ano me deparei na internet com o livro The Dragonfly Effect- Quick, Effective, And Powerful Ways To Use Social Media To Drive Social Change que trata da utilização das Mídias Sociais para mudanças sociais positivas, uma verdadeira aula para quem trabalha ou pretende trabalhar com Mídias Sociais.

De cara o livro me atraiu por abordar um tema que me encanta e no qual venho trabalhando desde 2006: tecnologia para mudança social. Ao pesquisar mais sobre o livro, no site e nas Mídias Sociais, mais e mais fui me dando conta que ele tinha tudo a ver comigo e com o que eu acredito e persigo.

Para começar, uma das autoras, Jennifer Aaker, é psicóloga e trabalha com marketing, minhas grandes paixões. Todas as suas colocações são fundamentadas em pesquisa e observações sobre o comportamento humano, a maioria na Stanford University. Logo em seguida vi que o case que desencadeou o livro foi uma campanha, focada principalmente nos meios digitais, visando achar um doador compatível para um transplante de medula para um portador de leucemia, sendo que a meta era a de  conseguir 20 mil doadores em poucas semanas e as chances de encontrarem um doador era de 1 para cada 20 mil.

Como já me deparei com duas situações que me fizeram viver de perto o drama da leucemia, o livro começou a me atrair ainda mais. Quando eu tinha 20 anos, meu irmão, então com 15 anos, foi diagnosticado com leucemia. Na época meus pais, meus outros dois irmãos e eu fomos testados para um possível transplante. Nenhum de nós era compatível e só nos restou rezar para que ele não precisasse do transplante, o que felizmente aconteceu uma vez que ele se curou com quimioterapia e radioterapia.

Há poucos anos atrás a leucemia cruzou de novo o meu caminho, já em uma época em que as coisas pareciam um pouco mais fáceis na questão dos transplantes. A filha de uma grande amiga, que morou em nossa casa por mais de 15 anos, foi diagnosticada com leucemia aos 14 anos de idade, após já ter passado por um longo tratamento para um tipo raro de câncer desde os nove anos. Vi o filme todo de novo e me determinei a ajudá-las, buscando todos os caminhos possíveis. Depois de meses de tratamento um médico insensível falou para a minha amiga que não havia mais nada a fazer. Ela, desesperada, me ligou. Fui lá e constatei que havia o que fazer sim, mas que o governo não oferecia o tratamento que ela necessitava. Minha indignação se transformou em forças para achar uma solução. No entanto, nesse momento já estava claro que mesmo que ela se submetesse ao novo tratamento e o mesmo desse certo, ela precisaria de um transplante de medula óssea. O que eu não sabia é que os médicos não haviam pedido os testes de compatibilidade aos familiares e nem a tinham colocado no banco de transplantes para início de pesquisa de doadores. Felizmente conseguimos as drogas, trocamos de médico, o novo e último possível tratamento teve êxito e ela pode recorrer ao banco de transplantes. Como seus pais são ambos de origem Italiana e as famílias também, foram localizados 11 doadores, mas isso é muito raro. Nem me passou pela cabeça, durante a busca no banco de transplantes mundial, a utilização da internet para busca de doadores caso não tivessem achado um doador. Felizmente, mais um final feliz, ela fez o transplante, tendo como doador o seu pai e está vivendo muito bem, hoje com 19 anos.

Retomando ao livro, o caso que o inspirou é sobre Sammer Bathia, 31 anos, recém casado, empresário muito bem sucedido, graduado em Stanford, que no auge de sua felicidade foi diagnosticado com leucemia em uma viagem a Índia. Ele iniciou o tratamento e logo soube que teria de fazer um transplante. Sua situação era muito difícil pelo fato de que nenhum de seus parentes era um doador compatível e também por ele ser de origem sul-asiática, uma vez que  existem poucos doadores da mesma origem registrados no banco de transplantes. No banco somente 1.4 % dos doadores era do Sul da Ásia.

Como Sammer tinha uma rede de amigos enorme e sua família estava altamente mobilizada, eles começaram a pensar em um plano para colocar em ação, correndo contra o tempo. Em poucas semanas eles teriam que conseguir registrar 20 mil doadores no Banco de transplantes para achar um doador compatível. A Índia, país de origem de seu pai, com seus 1.2 bilhões de habitantes conta com poucos os doadores, por incrível que o pareça.

Seu círculo de amigos, formado por jovens empreendedores, se reuniu e decidiu tratar da questão da mesma forma que tratariam um problema de negócios, com foco e organização, e isso fez toda a diferença. Decidiram que teriam de lançar uma campanha que abalasse, que conseguisse mobilizar as pessoas imediatamente para se tornarem doadoras, em poucas semanas. Precisavam agir rápido e em escala. A estratégia foi utilizar a internet para mobilizar a comunidade sul-asiática e levá-los ao registro de medula óssea imediatamente. A meta era conseguir 20 mil doadores em poucas semanas.

O primeiro passo trilhado pelo melhor amigo de Sammer foi escrever um email impecável, com um Call to Action infalível e instruções extremamente claras. A ação não visava somente apoiar Sammer, mas a todos que estavam enfrentando o mesmo problema ou aqueles que viriam a enfrentar, quem sabe alguém próximo dos que receberam o email, porque não? Em 48ho email já havia chegado a 35 mil pessoas. Nesse meio tempo eles descobriram que um outro de seus amigos, Vinay, de 28 anos, estava com o mesmo problema. Os amigos de Sammer imediatamente se juntaram aos de Vinay e começaram a agir em conjunto. Juntos, os dois times, começaram uma estratégia na Web 2.0, usando Facebook, Google Aps e Youtube para as campanhas em conjunto. Eles trabalharam de forma muito profissional e focada, elegendo um único objetivo e utilizando muito bem todos os canais disponíveis. Trabalharam com 15 empresas da área de São Francisco, EUAe com centenas de voluntários.

Em 11 semanas conseguiram 24611 novos doadores de medula óssea registrados, feito inédito nos EUA.

E o melhor, nesses 24.611 foram encontrados os doadores para Sammer e Vinay, sendo que o de Sammer era 100% compatível. Nesse meio tempo, Sammer  lançou seu blog e começou a escrever sobre sua situação e sobre a campanha. Quando achou o doador escreveu o seguinte: Achar um doador através desse processo no tempo necessário seria praticamente impossível. Mas através de muitas centenas de mãos e corações em todo o país, unidas por essa causa, vocês todos me deram uma nova chance de viver para a qual eu não tenho palavras adequadas para agradecer.

Seu blog foi peça fundamental para o sucesso da campanha porque as pessoas querem ler as histórias contadas pela própria pessoa, querem se sentir perto, fazer parte da história.

O livro detalha o processo da campanha e tem o propósito de servir de modelo para várias outras.

Resumidamente o processo é o seguinte:

1) Focar: um único objetivo – registrar 20000 doadores de origem sul asiática em poucas semanas.

2) Conseguir atenção: faça as pessoas notarem. Entre no barulho da mídias sociais com algo pessoal, inesperado, visceral e visual.

O fizeram através de fotos, mensagens com apelo e pessoais. Mixaram os canais de mídias sociais com RP e canais de mídia tradicionais. Engajaram celebridades e pessoas expoentes.

3) Engajar: crie conexões pessoais, acesse emoções profundas com empatia, autenticidade e contando uma história. Engajar é  empoderar a audiência  a fim de se mobilizá-la  o suficiente para querer agir. Engajaram-se fortemente com as pessoas, colocando-as na história de Sammer, por meio de blogs e vídeos. Criaram um website para os dois com suas estórias, feedbacks, updates e informações relevantes, onde os voluntários podiam fazer o download do material.

4) Agir: habilite e empodere as pessoas para agir. Para tornar a  ação fácil, você precisa prototipar, implantar, e achar ferramentas, templates e programas desenhados para mover os membros da audiência e torná-los  membros do time . Criaram um Call to Action claro e fácil de executar em todos os materiais de comunicação .As pessoas podiam agir do seu jeito e espalhar a mensagem da maneira que achassem mais conveniente. Testaram muitas idéias e quando uma dava certo, eles colocavam mais energia nela.

A experiência mostrou que o sucesso se deveu ao fato dos quatros passos acima terem sido implementados de forma coordenada, pois um depende do outro. Como as 4 asas da libélula.

Todo o processo do transplante do Sammer foi documentado em seu blog, escrito por ele mesmo. Ele colocou fotos e vídeos no Youtube. Ele fez isso de forma tranquila, sem alarme e sem sensacionalismo. Poucos meses depois ele teve a notícia de que as coisas não iam bem, mas continuou otimista e descrevendo a sua história no blog.

Infelizmente, apesar de terem sido transplantados, Sammer e Vinay não resistiram e faleceram em 2008. Todo o funeral, que nos EUA tem um sentido de celebração,  foi documentado e as pessoas que participaram da campanha puderam se fazer presentes.

Mas esse não foi o fim das histórias de Sammer e Vinay, pois muitas mensagens ficaram e continuam se perpetuando.

Os seus legados e seus movimentos continuam a crescer mundo afora! Eles  continuam inspirando milhares de pessoas e tem salvado muitas vidas.

Mas talvez o grande legado da história deles vá além da leucemia e da doação de medula óssea. A história teve um inesquecível impacto: ela mostrou como as tecnologias que temos na ponta dos dedos podem nos proporcionar oportunidades para contar histórias, mobilizar voluntários, e atuar para mudar vidas.

Grandes revoluções começam com idéias simples e pessoas comuns.

E você? Acredita que pequenas ações podem gerar grandes mudanças?
Eu acredito e persigo isso diariamente através do www.voluntariosonline.org.br que já conta com mais de 36 mil  jovens voluntários em todo o Brasil trabalhando com a força da tecnologia para as mudanças sociais positivas…

Para Reflexão
Penso que nós que trabalhamos com comunicação e marketing, que sabemos como divulgar produtos e serviços, somos os mais aptos para liderar movimentos como esse, concordam?

Sintam-se a vontade para comentar, participar da discussão, criticar e etc. Vocês me encontram no email fernandabbsa@gmail.com, Twitter @fernandabornsa, @sejavoluntario e @cleareducacao

Obrigada pela leitura e até a próxima!

Links úteis
Site The Dragonfly Effect
http://www.dragonflyeffect.com/blog/

Vídeo
http://marciookabe.com.br/mundo-corporativo/conteudo-de-altissima-qualidade-mckinsey-quarterly/

Texto com bom resumo do livro
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/redes-sociais-usados-salvar-vidas-preservar-planeta-infoexame-612075.shtml

Site HelpSammer
http://www.helpsameer.org/

Link  sobre storytelling
http://www.mckinseyquarterly.com/Marketing/Digital_Marketing/The_power_of_storytelling_What_nonprofits_can_teach_the_private_sector_about_social_media_2740

Podcast em Inglês com Jennifer Aaker, @aaker
http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/o-efeito-libelula-e-o-empreendedorismo-social

Entrevista em Inglês (vídeo)

http://marciookabe.com.br/mundo-corporativo/conteudo-de-altissima-qualidade-mckinsey-quarterly/

Entrevista sobre o livro “The Dragonfly Effect (O efeito libélula)” onde os autores mostram o poder das histórias como forma de mobilizar pessoas em torno de uma causa.

Matéria Revista HSM julho/agosto 2011:
http://www.hsm.com.br/editorias/marketing/efeito-libelula-conte-historias-e-fortaleca-relacoes

A edição da Revista HSM, de Julho/Agosto 2011, traz uma reportagem especial com os autores do livro ‘The Dragonfly Effect’ (‘Efeito da Libélula’), que explicam como provocar o interesse da audiência contando uma boa história com base nas quatro asas da libélula (foco, atenção, envolvimento e gerar a ação).

Voluntário tem que se qualificar

A pessoa voluntária deve refletir sobre a importância de ela participar na construção de um mundo mais justo. A pessoa tem que querer colocar os seus talentos à disposição da humanidade. Outra coisa fundamental é o voluntário se qualificar para a função que vai exercer, porque tem que saber fazer aquilo que deve fazer.”
Zilda Arns Neumann, de 68 anos, é uma médica pediatra nascida em Forquilhinha, no interior de Santa Catarina. Fundadora da Pastoral da Criança, ela leva cuidados todos os meses a 1,6 milhão de crianças carentes, 1,1 milhão de famílias pobres, quase 77 mil gestantes em 3.555 municípios de todos os 27 estados do país, cobrindo 64% das cidades brasileiras. Zilda Arns espalhou seu ideal pelo Brasil e conta hoje com mais de 155 mil voluntários que ajudam as famílias a combater a desnutrição, a mortalidade infantil e a violência familiar.

Com um trabalho silencioso, a Pastoral da Criança conseguiu reduzir pela metade em relação à média nacional a mortalidade infantil e a desnutrição das famílias que os voluntários acompanham. Pelos cálculos da entidade, cerca de 5 mil crianças deixam de morrer por ano no Brasil devido à iniciativa de Zilda Arns. No mundo, a Pastoral da Criança já alcançou 14 países da América Latina, Ásia e África.

Com toda essa experiência, a pediatra Zilda Arns ensina quem quer ajudar. “É fundamental o voluntário se qualificar para o trabalho que vai fazer”, lembra. “Tem que ser fiel à instituição, porque a entidade precisa poder contar com ele”, cobra. Pode parecer desestimulante, mas ela garante que o voluntário tem sua recompensa: “a satisfação é muito maior que sacrifício que se faz”, garante.

Ela mesma faz essa conta sempre, já que diariamente renuncia a desejos pessoais, ao comodismo e em parte a sua própria família. “Às vezes tenho vontade de ir para minha casa de praia no fim de semana, para ler sossegada. Nessas horas tenho que lembrar que há quatro ou cinco mil pessoas me esperando, então viajo para vê-las e para compartilhar a experiência da Pastoral. Penso sempre: o que tem mais valor para mim? Dar alegria para os outros ou ficar sossegada na praia? Não tenho dúvida de que é ajudar os outros.”

Tanta abnegação já rendeu a Zilda Arns vários prêmios e o último foi o de “heroína de Saúde Pública das Américas”, que recebeu em Washington no começo deste mês. A Pastoral da Criança também é mundialmente reconhecida e foi indicada duas vezes para o Prêmio Nobel da Paz.

A experiência reconhecida credencia a fundadora da Pastoral a discutir e propor políticas públicas para o país. Na análise do programa “Fome Zero”, uma das bandeiras do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, ela deixa claro que “precisa que tomar cuidado com paternalismo” e que “ainda vai aterrissar na realidade”.

Se Zilda Arns tem muito a ensinar para qualquer governo, seu casamento com a Pastoral também deixa uma lição para os que esperam que o poder público resolva os problemas do país: comece a agir, porque você mesmo pode transformar o mundo. Ela transformou.

Último Segundo – Como a senhora orienta uma pessoa que quer ser voluntária?
Zilda Arns – A pessoa voluntária deve refletir sobre a importância de ela participar na construção de um mundo mais justo. A pessoa tem que querer colocar os seus talentos à disposição da humanidade. Outra coisa fundamental é o voluntário se qualificar para a função que vai exercer, porque tem que saber fazer aquilo que deve fazer. Eu aconselharia também a conhecer muito profundamente os objetivos da instituição e acompanhar de perto os resultados do trabalho. Tudo isso não é suficiente: o voluntário tem que ser responsável e fiel à instituição, porque a entidade precisa poder contar com ele.

US – É muito comum um voluntário desanimar? O que ele deve fazer nesse caso?
Zilda Arns – O voluntário tem que ser paciente com ele mesmo. Muitas vezes ele não consegue fazer tudo ao mesmo tempo. Na Pastoral, a pessoa demora uns dois anos para conseguir sentir o cheiro do trabalho e criar a cultura do voluntariado. Ela ajuda os outros e é ajudada, mas só sente o enriquecimento pessoal depois de um bom tempo. Então sempre recomendo que o voluntário não desista no começo, porque depois ele se apaixona e não quer mais largar.

US – A senhora já pensou em largar o trabalho?
Zilda Arns – Eu nunca tive vontade de desistir. Sempre acreditei no que estava fazendo. Na época em que começamos a implantar a Pastoral sentimos muita resistência dentro e fora da Igreja. Dentro, diziam que não era o trabalho da Igreja pesar crianças. O pessoal da esquerda dizia que deveríamos exigir que o combate à desnutrição infantil fosse feito através dos serviços públicos. Por exemplo, em vez de ensinar a fazer soro caseiro, queriam exigir água de boa qualidade. Eu me sentia no fogo cruzado. Em uma noite, me veio à cabeça: ‘não consigo agradar ninguém’. Então questionei: ‘mas eu estou no caminho certo?’. A resposta era clara: ‘sim, porque o que as mães mais precisam é aprender a cuidar dos filhos e se não houver um trabalho que envolva a comunidade isso não vai acontecer’. Os resultados da primeira experiência também mostraram que estávamos no caminho certo: antes de implantarmos a Pastoral em uma comunidade, morriam 127 crianças a cada mil que nasciam vivas. Um ano depois diminuímos a mortalidade para 28 a cada mil nascidas. Hoje temos 7 mil equipes de capacitação com no mínimo 3 pessoas por equipe, o que soma 20 mil voluntários só para treinar e orientar as pessoas que trabalham nas comunidades. Em todo o Brasil, calculamos que haja mais de 155 mil voluntários na Pastoral. Não existe nada tão grande quanto a Pastoral no mundo todo.

US – O que difere a Pastoral então para ela ter tomado essa proporção?
Zilda Arns – O segredo é que a Pastoral envolveu os voluntários pobres. A maioria das pessoas que trabalham como voluntários mora nos bolsões de pobreza e assumiu a responsabilidade de resolver os problemas do seu meio. Isso é fundamental para formar uma rede: a pessoa vê o resultado do seu trabalho até dentro de casa.

US – Qual a diferença do voluntariado da classe média?
Zilda Arns – A classe média vai fazer o trabalho voluntário de carro, por exemplo. Tem que sair de casa, andar um pedaço, trabalhar e depois voltar. Depende de disponibilidade, de dinheiro para gasolina, de programação, de horários e precisa de força de vontade. A classe pobre está com a massa na mão porque já mora no lugar e não gasta nada para estar lá.

US – E como são medidos os resultados?
Zilda Arns – Conseguimos organizar o melhor e mais rápido sistema de informação de saúde e organização comunitária do mundo. Hoje, por exemplo, já temos o resultado do terceiro trimestre do ano. Conseguimos detectar rapidamente os municípios e as comunidades que estão com problemas e fazer o plano para saná-los. É ágil tanto para a informação que vem quanto para as ações que retornam.

US – A senhora ainda vai às comunidades?
Zilda Arns – Ah, me faltam os dons de Santo Antonio de Pádua: ele podia estar em dois lugares na mesma hora. Sinto muita falta disso. Sou muito chamada para discutir políticas públicas, principalmente em momentos de decisão. Nos três primeiros anos da Pastoral eu cuidava de praticamente tudo e eu treinava os lideres das comunidades. Quando fizemos um convênio com Ministério da Saúde, consegui contratar uma secretária e um contador, então não tinha mais que fazer a parte burocrática. Mas a Pastoral crescia muito e eu comecei a treinar os coordenadores dos líderes, porque não dava mais conta de ir a todas as comunidades e me deslocar pelo país todo. Mas ainda faço as visitas pastorais nas comunidades para conversar com as pessoas e ter um retorno mais humano das nossas ações. Esse contato é o que me dá mais alegria.

US – A senhora é considerada uma referência em políticas públicas. Tem sido muito consultada nessa área?
Zilda Arns – Sim, fico muito ocupada com isso. Sou do Conselho Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), participo da formulação de políticas que envolvam os índios, vou aos cerca de oito encontros regionais da Pastoral por ano, à assembléia geral da Pastoral, à assembléia dos bispos em Itaici, sou do conselho permanente da Igreja e sempre tenho que ir a reuniões importantes, tanto da Igreja quanto de formulação de políticas públicas. Neste ano minha agenda esteve ainda mais cheia porque recebi diversos prêmios nacionais e internacionais – e tinha que comparecer às cerimônias.

US – A Pastoral foi indicada por dois anos consecutivos ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2001, o escolhido foi secretário geral da ONU, Kofi Annan, e em 2002 o prêmio ficou para o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter. A senhora ficou decepcionada em não ter sido premiada?
Zilda Arns – O Prêmio Nobel é importante, mas minha recompensa pelo trabalho está em que se salve a vida das crianças Não fiquei decepcionada, mas claro que US$ 1 milhão ajudaria a ampliar o trabalho da Pastoral.

US – A senhora considera que teve apoio suficiente do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso para o trabalho da Pastoral?
Zilda Arns – Acho que governo FHC só vai ser reconhecido daqui a alguns anos. Ele deu muito valor a entidades não governamentais. Eu mesma senti na pele a diferença de tratamento em relação aos anteriores. Antes, quando precisava de ajuda ou verba para a Pastoral, eu tinha que pedir, esperar, ficava sem resposta… Depois que entrou o Fernando Henrique senti que queriam que a Pastoral fosse para frente.

US – Quanto do orçamento da entidade é composto de verbas federais?
Zilda Arns – O Ministério da Saúde me ajuda a treinar as lideranças e paga 73% dos nossos custos.

US – A senhora considera a Pastoral dependente do governo?
Zilda Arns – A sociedade tem que ser ajudada pelo governo, mas não pode ser cooptada. O Ministério da Saúde me ajuda, mas uso as minhas estratégias, tenho autonomia para fazer meu trabalho e posso criticar o governo. Não posso estar em uma situação de dependência que coloque em risco minhas opiniões.

US – Como a senhora conseguiu essa liberdade?
Zilda Arns – O governo sabe que se tivesse que custear um programa semelhante ele teria de três a vinte vezes mais gastos que a Pastoral. Nós trabalhamos com voluntários, é um serviço muito mais barato que contratar profissionais de saúde e pagar seus deslocamentos até as comunidades.

US – A senhora acredita que a Pastoral corre risco com a mudança de gestão na presidência?
Zilda Arns – Nós precisamos do governo e temos certeza de que nenhum vai deixar de apoiar a Pastoral. Seria uma tolice enorme, porque nenhum governo, por mais que queira, não vai dar conta do recado. E não adianta pensar que só dinheiro resolve. Precisa estar no local, entrar e envolver as comunidades.

US – O que a senhora achou dos projetos do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para a área social? O modelo de assistência adotado pelo “Fome Zero”, por exemplo, é correto?
Zilda Arns – Há modelos de assistência social que são paternalistas, que apenas dão comida. São ainda piores quando envolvem a distribuição de cestas básicas, porque viram alvo de corruptos e servem para compra de votos. No programa do Lula a família recebe dinheiro e pode comprar no mercado o que realmente precisa. Isso é bom, mas ainda precisa ser aprimorado e tem que tomar cuidado com paternalismo. Não basta comida, precisa identificar cada um que receber o benefício, dar um tratamento individual, ver suas necessidades, ensinar a ler, a escrever, ensinar um ofício. Só dar alimento desestimula a pessoa a conquistar seu espaço. Acho que o ‘Fome Zero’ ainda vai aterrissar na realidade e ver que precisa ser centrado na promoção humana, precisa ensinar a pescar em vez de apenas dar o peixe.

US – Seria a mesma coisa que apenas dar esmola nos faróis. A senhora dá esmola?
Zilda Arns – Antigamente, há uns 15 anos, eu dava dinheiro para crianças no farol. Hoje não dou mais porque estaria estimulando uma coisa errada. A criança que pede esmola ganha R$ 300 por mês e percebe que não ganharia isso como operária, por exemplo, então não estuda e depois cai na marginalidade. E, pior, as crianças muitas vezes são exploradas por adultos que ganham dinheiro através delas. Eu acho errado dar esmola nas ruas.

US – E o que a pessoa que dá dinheiro nos faróis deveria fazer?
Zilda Arns Se quiser doar, procure uma instituição que tenha um trabalho sério, em vez de dar dinheiro no farol. Não precisa ser voluntário para ajudar: se não quiser trabalhar, financie essas ações.

US – O ano passado foi o Ano do Voluntariado. A senhora acredita que a população tenha despertado e se mobilizado para esse tipo de trabalho?
Zilda Arns – Foi bom 2001 ter sido o ano do Voluntariado porque no mundo inteiro o assunto ficou muito em evidência. No Brasil havia algumas ações, mas os trabalhos ou eram em menor escala ou não apareciam. De repente, com esse espaço de discussão, tudo se tornou mais visível. Acho que a população respondeu, porque tivemos milhares de voluntários a mais na pastoral.

US – Houve algum ganho permanente ou essa mobilização se encerrou naquele ano?
Zilda Arns – O grande ganho foi que a rede de voluntariado se organizou no Brasil. Muitas pessoas têm potencial, querem participar e não sabem onde. Agora há centros de voluntariados em todo o país que fizeram bancos de dados com as informações organizadas. Os que querem ser voluntários têm como procurar as entidades que precisam do trabalho.

US – E o que ainda falta para o voluntariado no Brasil?
Zilda Arns – O que ainda não é muito costume no Brasil é um sistema de capacitação dos voluntários e um sistema de informação para acompanhamento dos resultados. O voluntário tem que saber o que fazer e precisa ver o resultado do seu trabalho para se sentir estimulado.

US – Como identificar as entidades que desenvolvem trabalhos sérios?
Zilda Arns – Existem instituições com grande credibilidade e é relativamente fácil de perceber, porque os frutos não caem longe da árvore. Ou seja, os resultados dos trabalhos têm que aparecer e a entidade tem que prestar contas.

US – Não há dúvidas de que a senhora tem vocação e parece pensar apenas nos outros e no bem da humanidade. Nenhuma vez se arrependeu de ter feito uma escolha em detrimento de sua vida pessoal?
Zilda Arns – Ao mesmo tempo em que se faz uma opção se faz uma renúncia. Quando opto, penso nas conseqüências dessa escolha. Sempre preferi ajudar os outros e isso não é um sacrifício para mim. Hoje tenho que pensar nos meus netos, que às vezes esperam dois meses para fazer uma festinha de aniversário para que eu possa ir. Em outros momentos quero ir para a minha casa da praia no fim de semana, para ler sossegada, porque gosto muito de ler. Nessas horas tenho que lembrar que há quatro ou cinco mil pessoas me esperando, então viajo para vê-las e para compartilhar a experiência da Pastoral. Penso sempre: o que tem mais valor para mim? Dar alegria para os outros ou ficar sossegada na praia? Não tenho dúvida de que é ajudar os outros.

US – Nem todo mundo tem essa disposição e essa entrega da senhora. Ainda assim pode ser um bom voluntário?
Zilda Arns – Cada um faz o que pode. Alguns ajudam todos os dias, outros só podem uma tarde por semana. O importante é ser fiel, porque a instituição tem que poder contar com o voluntário. A pessoa acaba se engajando e depois de um tempo percebe que não apenas dá, mas recebe muito mais. A satisfação é muito maior que sacrifício que se faz.

US – A senhora tem algum sonho não realizado?
Zilda Arns – Eu vivi a vida em plenitude, o que não quer dizer que não tenha tido sofrimentos. Perdi meu marido, meus pais, mas estou muito feliz com a minha família, tenho cinco filhos e oito netos. Profissionalmente me sinto plenamente realizada. Meu sonho é que todas as mães saibam cuidar dos seus filhos e que todos despertem para importância de tratar bem as crianças para haver paz no mundo.

US – Ainda falta muita informação para as mães?
Zilda Arns – Infelizmente sim. Em 1986, por exemplo, fui montar a Pastoral em uma comunidade no Maranhão chamada Macabau. Conversei com umas mulheres que moravam à beira do Rio São Francisco, em casinhas de barro, muito pobres e perguntei quantos filhos tinham. A dona Rita – nunca vou me esquecer dessa mulher – disse que tinha sete filhos, mas cinco haviam morrido. Comecei a falar então sobre como os filhos nascem, falei de amamentação, de como cuidar das crianças… No final, dona Rita me convidou para visitá-la. Entrei na casa de barro, ela trepou em um pé de jaca, me deu a mais bonita para agradecer pela palestra. Ela me disse: ‘gostei muito porque a senhora explicou de onde vêm os filhos’. Eu perguntei de onde ela achava que vinham e ela me contou que pensava que ficava grávida quando, em dia de lua cheia, lavava roupa no rio São Francisco. No Brasil todo ainda há histórias assim.