O mundo da leitura pelos olhos de voluntários


Olá pessoal!

A importância do voluntariado é algo que transcende as ações e razões para sua presença na sociedade.

Amo esta atividade e deixo que ela percorra minhas veias de maneira muito natural, faz parte de mim.

Existem muitas formas de você atuar, diversos segmentos, públicos, locais, etc., sendo importante sempre você realizar suas tarefas com muito amor no coração, se dedicando ao máximo para que ela seja completada com o sucesso desejado.

Hoje estaremos falando da presença de voluntárias(os) com deficiência visual que realizam atividades e, em contrapartida, expandem sua área de ação, adquirindo conhecimentos importantes, colaborando com outras pessoas. Além disso, existem projetos maravilhosos que integram o trabalho de pessoas com deficiência e contam com a ajuda de pessoas que complementam suas atividades.

Este artigo é de autoria da Agência Brasília.

SAULO ARAÚJO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Com o Clube do Ledor, projeto desenvolvido em centro de ensino especial da rede pública há 14 anos, pessoas com deficiência visual têm ajuda até mesmo para obras em braile. José Bernardo, de 59 anos, recebe auxílio para estudar espanhol.

Os movimentos rápidos das mãos ao digitar na máquina em braile revelam que a cegueira de José Bernardo da Silva, de 59 anos, não é um obstáculo para o estudo. Massoterapeuta e pianista formado pela Escola de Música de Brasília, o pernambucano radicado em Brasília há duas décadas dedica-se atualmente a aprender a língua espanhola — está matriculado no quarto semestre do curso.

José Bernado da Silva opera a máquina de escrever em braile enquanto é auxiliado nas lições do curso de espanhol pela servidora pública aposentada Valéria Maria Werdine. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Para romper as dificuldades que a deficiência lhe impõe no dia a dia, José Bernardo conta com a ajuda da servidora pública aposentada Valéria Maria Werdine, que todas as segundas-feiras reserva duas horas do seu tempo para ler e auxiliar José Bernardo nas lições de casa.

Valéria integra um time de 60 voluntários inscritos no Clube do Ledor, projeto que existe há 14 anos no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais do Distrito Federal (612 Sul). Ali, diferentemente de bibliotecas tradicionais, onde o silêncio predomina, vozes em tom baixo substituem os olhos de centenas de cegos. Para ser voluntário não é preciso ter conhecimento prévio em nenhum assunto específico; basta ter vontade e disponibilidade.

São 60 voluntários que participam do projeto Clube do Ledor

José Bernardo tem vasta experiência na leitura em braile, mas avalia que o processo de aprendizagem é mais rápido quando alguém se dispõe a ler. “No braile tenho de fazer cinco ou seis leituras para assimilar o conteúdo; com alguém lendo, peço para repetir duas ou três vezes apenas.”

O livro de espanhol que ele usa no curso não tem inscrição em braile, por isso Valéria torna-se tão importante. “Leio os comandos das perguntas, ele responde, e transcrevo as respostas para o livro. Peço até para ele soletrar as palavras”, relata a voluntária que participa do Clube do Ledor há pouco mais de dois anos. “É extremamente gratificante ajudar uma pessoa tão dedicada a realizar seus sonhos”, diz Valéria, que ganhou uma declaração escrita em braile por José Bernardo: “Você é muito especial para mim”.

Acervo com 2 mil livros em braile

A biblioteca do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais tem um acervo de 2 mil livros em braile e computadores com programas específicos para a navegação de cegos. Aqueles que se interessaram pelo projeto, mas não têm tempo, podem ajudar a formar o acervo da audioteca. O estudante cego indica o material de interesse, e o voluntário entrega o conteúdo gravado no prazo de um mês. Há mais de 600 livros de literatura, apostilas e outros trabalhos gravados com base nesse método.

A estudante de letras da Universidade de Brasília (UnB) Viviane Santos, de 19 anos, reforça os conhecimentos de língua inglesa com o apoio da leitura da também estudante da UnB Bruna Trajano, de 25 anos. Cega desde os primeiros dias de vida, Viviane considera a leitura dos voluntários uma importante aliada para acumular aprendizado. “Fui alfabetizada em braile, a linguagem que me permitiu o acesso ao ensino superior e me faz ser útil escrevendo o que eu quero. A leitura dos voluntários é uma forma bastante eficiente de complementar esse conhecimento”, avalia.

Bruna Trajano é estudante de letras da UnB e voluntária do Clube do Ledor e dá suporte à leitura de textos do curso de inglês para a também estudante da UnB Viviane Santos, cega desde os primeiros dia de vida. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Para Bruna, o trabalho voluntário não a faz se sentir especial. Ela entende que é mais uma oportunidade de fazer novos amigos e de reforçar o próprio conhecimento. “Entrar no projeto contribuiu para romper uma fronteira e fazer mais amizades, como em qualquer lugar.”

O diretor do centro de ensino, Aírton Dutra de Farias, destaca que o Clube do Ledor vai muito além do simples fato de alguém com visão ler para um deficiente visual. “A doação dos voluntários é impressionante. Vários alunos já passaram em concurso público e se formaram na faculdade estudando por anos com voluntários. Sem esse trabalho, as dificuldades se multiplicariam”, reforça o docente.

Escola teve representante nos Jogos Paralímpicos Rio 2016

Centro de Ensino Especial de Deficientes foi fundado em 1985. Tem mais de 400 alunos matriculados, encaminhados por outras escolas e por unidades de saúde. Atende estudantes a partir de 6 meses até idosos. Em 1º de setembro, a instituição recebeu a passagem da tocha paralímpica dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A competição, que começou na quarta-feira (7) e termina em 18 de setembro, conta com um representante da escola: Leomon Moreno, da seleção brasileira de golbol. Artilheiro do mundial da modalidade de 2013, Leomon foi eleito o melhor para-atleta brasileiro de 2014.

Como se tornar voluntário do Clube do Ledor

Informações pelos telefones (61) 3345-1631, 3901-7607 e 98471-0730 ou diretamente no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais do Distrito Federal, na 612 Sul.

 

Anúncios

Convite para uma noite muito especial…um exemplo de vida


Olá a todos!

É com grande prazer que compartilho a informação a seguir, onde pessoas abnegadas, de um coração enorme, partilham momentos de suas vidas em benefício de camadas menos favorecidas. Trata-se do JANTAR DE NATAL PARA MORADORES DE RUA DE SÃO PAULO, onde pessoas que vivem nas ruas estarão recebendo um presente especial.

Os grandes responsáveis por esta bela atitude, são pessoas comprometidas em diminuir a dor e a necessidade de pessoas e comunidades e que, através do GAV – GRUPO AMIGOS VOLUNTÁRIOS, realizam um trabalho incansável para diminuir diferenças e amenizar dores e necessidades.

Estendo a todos um convite para que estejam presentes e possam presenciar e também ajudar, caso assim deseje numa noite muito especial. Veja a seguir a chamada e algumas informações do evento:

Chamada_jantarsolidário

É com extremo prazer e felicidade que eu lhe convido para assistir a distribuição especial de Natal que o GAV fará para os moradores de rua.

 Todos os domingos, nós já distribuímos comida, pães, sucos, água, café e muito amor.

No dia 15/12/2012, a comida será muito especial e levaremos alguns itens que comemos nas nossas próprias ceias de natal.

 Cada morador de rua receberá 1 sacola contendo:

 1 marmita com uma saborosa feijoada

1 pedaço de panetone

1 copo de refrigerante

1 banana

1 laranja

1 caixinha de presente enfeitada e cheia de doces

1 Kit de higiene pessoal (escova de dente, creme dental, prestobarba, sabonete, absorvente, desodorante e camisinha)

Café

Água

Nesta noite, nós levaremos uma média de 400 marmitex.

 OBSERVAÇÃO:

Você poderá ir vestido de mamãe/papai Noel ou palhaço para nos ajudar a distribuir sorrisos.

 Durante a distribuição, aproveite a oportunidade para conversar e interagir com os moradores de rua.

Eles costumam chegar muito tristes no jantar de natal, pois se lembram de seus filhos, mães, pais e amigos que deixaram p/ trás.

O nosso objetivo é desviar os seus pensamentos tristes, pelo menos, nesta noite tão especial.

 Quem não quiser se manifestar, poderá ficar apenas assistindo nas laterais da rua.

 Assistam a seguir o Clip Oficial do GAV

Caso tenha dificuldades de visualização acesse http://youtu.be/SLZNlfe2-8s

Assista este vídeo lindo e compartilhe no seu perfil do facebook.

ROSELAINE

11  2092-40.75

11  9-9275-23.25  claro

11  9-6651-57.77   tim

11  9-7381-36.00   vivo

www.gav-grupodeamigosvoluntarios.blogspot.com

 _______________________

 A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para

que a terra se realize na condição do esperado Reino de Deus.

Emmanuel

_____________________ 

Só morrer de pena não adianta nada. Faça a sua parte!

 Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada, só porque podia fazer pouco.” 

Edmund Burke

 _____________________

O bem que praticares em algum lugar, será teu advogado em toda parte.
Chico Xavier

 ________________________

Em qualquer lugar, teremos o que dermos.

Não esqueças: tudo o que fizeres aos outros, fazes a ti mesmo.

Chico Xavier

________________________

Queira o bem. Plante o bem. E o resto vem!!!!

 Voluntariado é um ato de não preguiça, de cidadania, de sabedoria, de transbordamento e vibração com a

vida!

Mario Sergio Cortella

 ______________________

“Sou uma só, mas ainda assim sou uma. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa.

Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.

O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor.”

Madre Teresa de Calcutá

 _________________________

Seja você, a mudança que deseja ver no mundo!

 Tudo que chega, chega sempre por alguma razão!

 Algum dia vai dar certo, se não for do jeito que a gente sonha, vai ser de um jeito muito melhor.

 Sonho que se sonha só,

é só um sonho que se sonha só,

mas, sonho que se sonha junto, se torna realidade.

Raul Seixas

 ___________________________

Não desejo ser uma estrela, desejo tão somente, ser um ponto de luz que sirva de guia para um viajante perdido.
Não desejo aplausos, desejo tão somente, que minhas mãos se juntem e juntas trabalhem para a vitória de alguém.
Não desejo elogios, desejo tão somente, que meus atos sejam dignos e ofereçam benefícios, aqueles que necessitam,
Não desejo agradecimentos, desejo tão somente, eu saber agradecer pela oportunidade de poder servir.
Não desejo pagamento, desejo tão somente, poder saldar meus débitos passados e retornar para a espiritualidade com a minha missão cumprida.

 

Entrevista do Atitude Solidária na Rádio Cidade


Em dezembro, o Atitude Solidária esteve presente no programa Radioatividade da Rádio Cidade de Jundiaí a convite do apresentador Carlos Cunha.

A entrevista transcorreu de forma agradável e puderam ser divulgados os principais pontos do Projeto do Centro de Voluntariado de Jundiaí e região, bem como os benefícios que o Atitude Solidária irá proporcionar às comunidades de 09 municípios.

Vale lembrar que o entrevistado Marcelo Rachid de Paula (coordenador do projeto) enfatizou alguns pontos de suma importância para que o projeto seja uma realidade marcante e positiva para todos, entre eles, o cronograma de atividades previsto para dar inicio após estarem devidamente instalados e legalizados em sua sede.

  • 1º ano – ações voltadas a conhecer melhor as necessidades e atender às Organizações Sociais de Jundiaí.
  • 2º ano – ações diretas e efetivas de conscientização e implantação de áreas voluntárias em empresas da iniciativa privada e também do poder público de jundiaí e conhecimento e ações nas organizações sociais dos outros municípios envolvidos.
  • 2º ano – ações dentro das instituições de ensino, divulgando e conscientizando crianças, jovens e adultos na importância da prática solidária e voluntária como forma de exercerem a cidadania e crescimento do meio onde vivem.
  • 3º ano – todas as frentes e atividades em todos os municípios que fazem parte da região de governo de Jundiaí

Outro ponto destacado é a capacidade individual das pessoas em produzir e trabalhar em favor da solidariedade.

Todos, sem exceção!

Venha fazer parte desta grande família!

Atitude Solidária presente na IX Conferência da Pessoa com Deficiência de Jundiaí


Olá pessoal!

Cada vez mais o Centro de Voluntariado de Jundiaí e região – Atitude Solidária está se solidificando em ações pela nossa região, não somente através de notícias e entrevistas, mas com ações práticas em eventos, colaborando, mesmo de forma tímida, no andamento das atividades dos acontecimentos.

Depois de uma decisão interna do grupo que está trabalhando para tornar o Atitude Solidária uma realidade marcante em Jundiaí e região, de começar a participar ativamente em fatos, acontecimentos e eventos que envolvam o social, chegamos a conclusão que, mesmo com um grupo pequeno inicialmente, é possível dar a nossa colaboração voluntária nestas ocasiões. A idéia é, além de ajudar nas atividades, conversar com as pessoas presentes e ir sensibilizando-as, para que futuramente, possam estar sendo aliados, parceiros e até voluntários em nossas ações e projetos futuros.

Na última segunda-feira (28/11/11) marcamos presença com 2 voluntários, dando apoio e suporte durante o evento que contou com um número expressivo de pessoas ligadas ao Conselho da PcD e também organizações que atuam nesta área.

Este encontro e contato nos permitiu exercer nossa cidadania de forma plena, mesmo de forma simples, mas que foi suficiente para nos deixar satisfeitos com nossa participação, mesmo antes de estarmos atuando oficialmente.

Agradecemos ao Presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência, Sr Paulo Moretti, Maria Iracema Lopo e todos que nos receberam muito bem. Atuamos durante a 1ª parte do evento, mas foi importante para o fortalecimento do Centro de Voluntariado daqui para a frente.

Seja você um voluntário atuante! Não importa se presencial ou virtual! Faça a diferença!

Envolvimento: a palavra-chave de um Programa Empresarial de Voluntariado


Fonte: Revista Filantropia -26/9/2011

Envolver os diversos setores da empresa é essencial para garantir a implantação e a continuidade de um programa de voluntariado nas empresas

Um dos principais pontos de atenção para a criação da cultura do voluntariado e sua manutenção em uma empresa é o envolvimento das diversas áreas e departamentos, desde a concepção de um programa até o engajamento de novas pessoas durante o seu funcionamento.
Pode-se dizer que a concepção do programa é a fase em que um grupo ou uma área começa a se movimentar para fomentar o voluntariado. Isso pode vir de uma chefia, de voluntários já atuantes ou de um direcionador de um planejamento estratégico. É neste momento que algumas empresas convidam consultores, realizam benchmark ou começam a incentivar o voluntariado sem um planejamento específico.
É nesta fase que o envolvimento para “pensar” o programa, levantar as idéias, o histórico do tema na empresa e criar as pontes para o futuro é primordial, assim a participação de setores de treinamento, recursos humanos, responsabilidade social e comunicação são imprescindíveis. É importante ressaltar que, estar atento ao envolvimento de pessoas também é necessário no decorrer do programa, pois tanto a empresa quanto o programa estão em constante mudança, seja de pessoas, contextos e práticas.
Envolver pessoas para propor mudanças requer também um planejamento. Saber como trazê-las, como construir um diálogo aberto e formas de proposição de ações reais são os pontos chaves para o envolvimento. Todo este cuidado é necessário para que este momento não termine no vazio e o voluntariado não caia no descrédito junto aos envolvidos.
Toda articulação para o envolvimento e integração de pessoas pode acontecer por meio de conversas, workshops, oficinas e reuniões e precisam ter no seu planejamento três aspectos:

1) Entendimento: mostrar com clareza quais são as idéias que estão movendo o tema voluntariado na empresa. A importância, o que já é feito e quais as mudanças propostas para a formalização de um programa de voluntariado e/ou das atividades previstas. É o momento de mostrar os fatos, de conscientizar os envolvidos.

2) Crenças: É a etapa de sensibilização, de incentivo ao voluntariado, mostrando os impactos que a atuação em conjunto pode causar dentro e fora da empresa. Os casos reais, relatos pessoais, dinâmicas e vivências são formas eficientes de sensibilizar, criando uma sinergia no grupo.

3) Comprometimento: Levar para a ação, mobilizar e dividir responsabilidades com os envolvidos. É necessário partir para a prática após a convocação, mostrar as possibilidades e engajar os envolvidos em iniciativas que façam sentido para eles. Criar um plano de ação com: o que fazer, quem, quando, onde e porque, é uma ótima ferramenta para a realização.

É importante que o responsável pela articulação do envolvimento e integração tenha claro que os três aspectos: entendimento, crenças e comprometimento devem fazer parte dos momentos de inclusão de pessoas no programa. Percebemos que nos dias atuais não fazemos nada sozinhos. Pessoas agindo coletivamente dão sentido às transformações, mas envolver requer cuidados para que não se desperdice tempo e dedicação dos envolvidos. O voluntário tem sonhos e é criativo, respeitar sua individualidade é um grande passo para o envolvimento.